Estrutura Narrativa das Histórias de Horror

O filme de terror é um filme de gênero. No Brasil não se tem o costume de se apostar de verdade em filmes de gênero, ainda. Isso acontece porque a maior parte da produção audiovisual do país até agora está dependente dos editais de incentivo, e muitas vezes, o público é o que menos importa, infelizmente. Em muitos filmes, mas principalmente no de gênero, o público é o que MAIS importa, pois é ele que precisa ser conquistado, para que ele viabilize os lucros do filme e pague para que o próximo seja produzido.

A narrativa de horror é um pouco diferente das demais. Primeiramente, trate de se preocupar com problemas reais para seus personagens, para cada um deles, mas claro, o protagonista é o que precisa ser o centro, por consequência, o personagem mais complexo e desenvolvido, enquanto os demais servem como constelações ao redor dele, que o iluminam, ou tentam lhe apagar para sempre.

A tabela abaixo é muito interessante. Trata-se de um quadro com palavras, e essas palavras lhe dão algumas dicas sobre algumas falhas que seu personagem pode ter para que ele se torne uma pessoa real, assim como eu e você. Está em inglês, mas mesmo se você não dominar a língua, é aconselhável que se esforce para traduzir; afinal, a maior parte do conteúdo voltado à narrativa e ao cinema como um todo está neste idioma, então, faça seu tema de casa direito.

character-flaws

Ultimamente tenho lido bastante sobre a estrutura do horror, e com base nessas pesquisas é que trago um resumo disso. Aqui você verá uma adaptação próxima aos trabalhos de Christopher Vogler, mas com algumas singularidades do gênero.

A Situação Inicial : 

a. O protagonista faz coisas normais: precisa ser algo adequado para introduzir o seu protagonista. Uma viagem, um encontro com os amigos, esse tipo de situação.

b. Há algum problema: alguma coisa dá errado.

c. O aviso: algo acontece que faz com que a pessoa pense melhor sobre aonde está se metendo.

Quebra para o Segundo Ato: o protagonista faz uma escolha:

Acontece quando o protagonista ignora o aviso, e isso deve ser um ato de vontade própria; o herói deve escolher ignorar o aviso. Claro, alguns filmes de horror não fazem isso.

O Problema Inicial é Resolvido ou Ocorre uma Mudança:

Quase imediatamente ao entrar no segundo ato o problema muda.

Essa é uma das diferenças da estrutura normal de uma história. Geralmente o problema muda, e assim, o herói aceita a questão. No horror frequentemente o herói ignora o aviso e depois de superar ou ser desviado de seu objetivo inicial, o foco do personagem muda.

Solução Falsa:

Frequentemente há uma solução falsa. Algo acontece, um evento, e o protagonista pensa que o problema pode ser resolvido – ele acredita que tem a chave da resolução dos problemas nas própria mãos.

Vilão Falso:

Geralmente quando há uma solução falsa, o protagonista, talvez com a ajuda do vilão real, começa a suspeitar de um amigo/aliado. A suspeita acaba e o protagonista relaxa. Não demora muito e o vilão real revela sua identidade.

Clímax:

O protagonista e o vilão lutam. Frequentemente o protagonista vence, MAS em um horror nem sempre isso acontece, e o protagonista não só perde, como seu destino pode ser pior do que ele possa imaginar.

Advertisements

One thought on “Estrutura Narrativa das Histórias de Horror

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s