Criando Seu Título Matador

Primeiramente, é óbvio que este artigo serve para os que encaram o audiovisual como um mercado e seu roteiro como um produto além do conceito vazio de arte por arte.

Considere o título de seu filme, série, ou qualquer outro produto audiovisual, a primeira coisa com a qual seu público irá se deparar – a primeira experiência. No entanto, a pergunta que farão a você é: como se chama? E você sabe, a primeira impressão é a que fica, por isso mesmo precisa ser boa.

Infelizmente ou felizmente, como humanos, sempre avaliamos e julgamos tudo no primeiro momento da experiência, seja lá qual for ela. Sendo assim, tenha em mente que o título de seu produto audiovisual precisa ser o mais curto possível, se conseguir usar apenas uma palavra para descrever tudo, melhor.

O título precisa nos dizer qual é o gênero do filme, e fazendo isso direito, provavelmente a segunda pergunta mais frequente que as pessoas farão é: qual é o gênero do filme? (Elas vão pedir isso, mas não por não terem feito a mínima ideia de que tipo de filme se trata, mas sim porque elas desconfiam que seja do gênero que realmente ele é, e elas apenas querem confirmar isso – está tudo implícito já). O título é uma ferramenta de venda, que vai fazer as pessoas quererem ler, assistir ou saber mais sobre seu filme, ou não. Lembre-se, aqui as pessoas querem que você venda um bom filme e não uma obra de arte. O público em geral busca obras de arte em outros lugares, não dentro de seu filme.

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Quase sempre seu título estará acompanhado de um short pitch, como se fosse um slogan, ou uma chave que abre a mente do público para a sua história. Veja os cartazes de cinema ou as capas de DVD,s – você quase sempre encontra um short pitch. Isto também precisa trabalhar em conjunto com seu título, é como se fosse uma extensão do seu título e do conceito narrativo de seu filme.

Algo que sem sombra de dúvidas é importante mencionar é que você nunca estará 100% satisfeito com o seu título. Contudo, o título sempre é uma ponta de comprometido seu com sua história. Muitas vezes você pode reduzir 100 páginas de sua história só por conta de seu título, afinal, um título fala muito.

Títulos provisórios são naturais, nem sempre as coisas são claras desde o início em um projeto. Leia algumas entrevistas de filmes ou séries ainda em produção e você verá que muitos falarão sobre nomes provisórios (claro que apesar de acontecer, e muito, isso não é efetivo para a divulgação de seu produto, então, antes de começar a divulgar na mídia, certifique-se de já ter encontrado o título ideal). O importante é: não deixe de substituir um título mais ou menos por um título que parece ser muito melhor, nunca!

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Não seja “espertinho”. Títulos não são feitos para as pessoas terem de descobrir e pesquisar sobre eles. Como roteiristas/cineastas nos agrada a ideia de um título que traga suspense e mistério, mas a audiência só vai se interessar caso você vá direto ao ponto, senão vão achar estranho ou não entenderão nada e passarão para outro filme que se venda melhor do que o seu. Por que eu vou querer conversar com alguém que não me entende??? Faz sentido, não?

Por fim, o título deve ter a ver com o conflito central da história… ‘Tubarão’ (o tubarão come pessoas no filme), ‘O Exorcista’ (acontece um exorcismo no filme). Acima de tudo, o título deve, honestamente e sucintamente, refletir sobre sua história.

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